Do ABC, Angra, Campinas…
A distância entre Campinas e São Caetano, na região do ABC, em São Paulo, fica curta para realizar o sonho da filha. Foi o que fez o casal Rosemeire e Eduardo Yamaguti ao trazer Caroline, que sonha em cursar Medicina na Unicamp. De quebra, o irmão Leonardo também aproveitou o passeio. Este foi um dos perfis bastante encontrados em uma passada rápida pelo Ginásio Multidisciplinar hoje (11). São as famílias que aproveitam a oportunidade para conhecer os laboratórios ou para incentivar os filhos desde cedo, como é o caso de Sandro Pegazi que saiu de Santo André com o filho Dênis, de 11 anos. Eles ficaram sabendo do evento pela mídia e não tiveram dúvidas: pegaram a estrada e chegaram por volta das 10 horas. Denis quer construir robôs, carros, naves e sonha em ser aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação ou Mecatrônica como também é conhecido. No estande, ao lado dos alunos do curso, na Unicamp, Diego Leão e Rafael Carneiro Garcia, os olhinhos do garoto brilhavam ao ver a projeção que os monitores exibiram. Perguntou, observou e ficou ainda mais entusiasmado com o que viu.
Já a família Oliveira trouxe até mesmo a senhora Amélia, de 70 anos, para um passeio na UPA. De Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Carlos Henrique e D. Amélia, visitam Maria Mônica que reside em Barão Geraldo. Fabrício, filho de Mônica mesmo cursando o primeiro ano de Design, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, insistiu com a família para visitar a Unicamp e prestigiar a UPA. “Para um sábado de manhã é um bom passeio, pois são várias curiosidades e informações”, argumenta o rapaz, mesmo acreditando ser um passeio inusitado.
Em família, também os monitores dos estandes resolveram trazer os filhos para a Unicamp. Erika Sasso Martins, seu esposo Flávio e o filho Luiz Alexandre, aluno do Colégio Batista Ágape, vão passar o dia na UPA. Para aproveitar o tempo, Luiz Alexandre, de 12 anos, não hesitou em subir no caminhão da Oficina Desafio e, construir junto com a sua equipe, um barco. Ao perguntar o que pretende seguir como carreira, ele revela logo: “Quero construir coisas”. Do mesmo modo, a responsável pelo Atendimento ao Público da Biblioteca Central César Lattes, Daniele Dantas de Souza, trouxe a filha Isabela, de 10 anos para ajudá-la a definir a sua profissão. Por enquanto Isabela usa as duas mãos para indicar o número de faculdades que pretende cursar. São sete no total: Veterinária, Fisioterapia, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Matemática, Ciências Contábeis e Artes Cênicas. Além, de ser piloto de Fórmula 1 e campeã de saltos ornamentais. Por enquanto, só inicio nos saltos ornamentais no Clube Cultura.
O professor do Instituto de Química Watson Loo também aproveitou as portas abertas da Universidade para trazer os filhos Laura e William. “Quis mostrar meu ambiente de trabalho e estimulá-los na escolha do curso”, afirma o professor. Outro passeio pelo Ginásio permite perceber as figuras pitorescas e as iniciativas da organização em chamar a atenção do público para algum detalhe. Foi o caso do livrinho do SBU – Sistema de Bibliotecas da Unicamp e do mágico que explicou, com mágicas, o melhor do curso de Estatística.
Raquel do Carmo Santos
De Ribeião Preto, Indaiatuba…
Decidir qual profissão seguir e optar por nutrição, arquitetura, engenharia ou medicina é uma tarefa familiar e um programa para um sábado ensolarado de primavera. Que o digam as famílias Nagahama, Sorrini, Augusto, Hartgers, Precoma e Oliveira. Marlene de Souza Nagahama veio de Indaiatuba acompanhando os filhos Gustavo e Camila, que pretendem cursar medicina. Bruna da Silva Sorrini veio com o pai Marco Antonio, diretamente de Ribeirão Preto, para resolver se faz arquitetura, nutrição ou medicina. Conceição Aparecida da Silva trouxe a filha Leyla, para confirmar a preferência por medicina. O mesmo fizeram Tatiane Hartgers e Osmar Donizete Precoma, ambos de Indaiatuba, que trouxeram os filhos Mariana e Victor, respectivamente, para a UPA.
“Eles ficam um pouco perdidos na hora de escolher a profissão. A UPA desmistifica um pouco o que é cada curso”, explicou a psicopedagoga Isabela da Rocha Nisko Precoma, mãe de Victor, que cursa a oitava série do ensino fundamental e quer fazer medicina. “Eu deixo a Bruna bem à vontade, sem pressão e não dou palpite”, disse Marco Antonio Sorrini sobre a filha Bruna, que veio à Unicamp por orientação profissional. Já Leyla e Mariana não têm dúvidas sobre o curso e recebem todo o apoio da família. Este ano, elas vão prestar o vestibular para medicina como treineiras para pegar o “jeito”, mas no ano que vem “será para valer”, disseram.
O mesmo fez Fernando Cândido de Oliveira Filho, que já foi treineiro e este ano vai prestar medicina. “Eu me interesso pelo corpo humano e gosto também de ajudar as pessoas. Em medicina, eu posso aliar essas duas coisas”, comentou Fernando, que é da cidade de Americana e estuda de manhã no ensino fundamental, à tarde em casa e à noite faz cursinho. Para Fernando Cândido de Oliveira, pai de Fernando Filho, desde o primeiro ano ele começou a mostra uma tendência por medicina. “Estamos acompanhando ele bem de perto, mas a escolha é dele. Só queremos que ele tenha o máximo de informações para decidir conscientemente a profissão que quer seguir”, explicou o pai.
Edimilson Montalti
Fotos: Péricles Lima
setembro 11th, 2010 | Categoria:Sem categoria | Comentários desativados