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Fim de UPA e do Blog da UPA 2010

Olhando a UPA e as lentes do fotógrafo da UPA...Fim da UPA 2010 e deste blog.
Obrigado a quem passou por aqui. Desculpem pelas falhas
Até a UPA 2011

Participaram da cobertura da UPA 2010

Textos Luiz Sugimoto, Manuel Alves Filho, Hélio Costa Júnior, Talita Matias, Raquel do Carmo Santos, Maria Alice da Cruz, Jeverson Barbieri, Carmo Gallo Neto, Edimilson Montalti, Cristiane Paião, Juliana Sangion, Ricardo Adorno, Cesar Maia, Magdalei Amorim, Camila Delmondes e Juliana Oliveira

Fotos Antonio Scarpinetti, Antoninho Perri, Ronei Thezolin, Marco Romano e Péricles Lima
Blog Everaldo Silva (criação) e Luís Paulo Silva (apoio)
Apoios Sílvio Anunciação, Dulce Bordignon, Álvaro Kassab, Oseas Magalhães e Moacir Monteiro
Edição Isabel Gardenal e Roberto Costa
Supervisão Clayton Levy

Agradecimentos
- Equipe do CCUEC que tornou possível este blog – Paulo Moraes, Gian Barcelini, Elaine Santos e Silvana Mieko
- Equipe da Cameraweb CCUEC:  Rubens Queiroz de Almeida e Denis Gabriel Ignacio
- Maria Luisa Custódio e equipe de organização da UPA

Especial
Tatá, estamos na torcida pela sua recuperação

Computação e Engenharia Elétrica tiram dúvidas

Estudantes assistem palestra no IC

Estudantes assistem palestra no IC

O Instituto de Computação (IC) e a Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp receberam neste sábado (11), alunos interessados em fazer cursos desta área. Em alguns casos, como no de Leandro Henrique Gonçalves, aluno do cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante, visitar as unidades ajudou a definir a carreira a seguir.

Gonçalves disse que foi a primeira vez que ele visitou a UPA e que chegou ao evento com dúvidas entre os cursos de Engenharia da Computação e Ciência da Computação. “Eu tirei dúvidas com professores, assisti palestras e pude perceber as diferenças entre os dois cursos;  isso me ajudou a escolher a profissão que pretendo seguir. Achei a UPA bem legal”, concluiu o estudante que optou por prestar vestibular para Engenharia da Computação.

Segundo o professor José Wilson Bassani, do Centro de Engenharia Biomédica (CEB) da FEEC, foi surpreendente a quantidade de alunos que vieram para a UPA. Bassani destacou também que é importante a participação da sociedade no evento e não apenas de estudantes “Temos o papel de instruir as pessoas sobre as pesquisas e sobre o modo como funciona a experimentação”, afirmou.

Opinião semelhante é partilhada por Hélio Pedrini, docente do Instituto de Computação. Segundo ele a importância de um evento como a UPA é a disseminação de informações dos cursos de graduação da Unicamp para os alunos de ensino médio. “A UPA pode ajudar o aluno na escolha da carreira. No evento ele conhece a infraestrutura da universidade e os cursos oferecidos por ela”. Segundo ele a procura pelo IC foi grande, o que surpreendeu professores e alunos.  “Tínhamos uma programação para realizar palestras a cada meia hora, mas tivemos que fazer três palestras ao mesmo tempo, e improvisar lugares para acomodar os visitantes devido à grande quantidade de alunos que vieram”, destacou Marco Aurélio Arruda de Morais, aluno da graduação do IC.

José Wilson Bassani e Pedro de Oliveira na FEEC

José Wilson Bassani e Pedro de Oliveira na FEEC

De acordo com o professor Pedro Xavier de Oliveira, também do Departamento de Engenharia Biomédica, os monitores procuraram oferecer aos estudantes uma visão geral do que se faz no laboratório. Oliveira contou que os alunos fizeram perguntas gerais sobre o curso e as habilitações em telecomunicações, biomedicina e controle e automação.

Mariana de Freitas, aluna do terceiro ano do Colégio Técnico de Campinas, o Cotuca da Unicamp, faz simultaneamente os cursos técnicos de informática e eletroeletrônica. Decidida ela visitou a FEEC para conhecer as instalações do curso de Engenharia Elétrica “É dessa área de tecnologia que eu gosto”, contou. A estudante que chegou à UPA no período da tarde deste sábado também visitou o Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW).

Já o estudante Luis Gustavo de Mello e seus colegas Adriana Alves da Silva e Ygor Fernando de Moura Louvo vieram com o Centro de Aprendizagem Metódica Profissionalizante (CAMP) de Mogi Guaçu.  Para Mello, que pretende cursar Ciência da Computação, participar da UPA foi interessante: “Eu assisti palestras sobre jogos, economia e medicina. Escolhi esse curso porque sempre gostei de computação e já fiz cursos técnicos na área”, disse o estudante.
Talita MatiasJuliana Oliveira

Mais uma UPA chega ao fim na FCM

Durante dois dias, a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) recebeu muitos visitantes. O tempo é curto para registrar todos os acontecimentos, mas não para esquecer daqueles que ajudaram em mais uma UPA. Péricles Lima, fotógrafo do Apoio Didático, Científico e Computacional da FCM, registrou em imagens alguns momentos desta edição de 2010.

Doação de sangue: mais do que solidariedade, questão de cidadania

Estudantes visitam o  ônibus itinerante

Estudantes visitam o ônibus itinerante

Que “doar sangue é um ato de amor”, muitas pessoas já têm certeza. Prova disso é que o ônibus itinerante do Hemocentro da Unicamp está sendo bastante procurado na área médica da Universidade. Os que se encaixam no perfil desejado e idade para doar estão procurando o Hemocentro para se tornarem doadores”, conta Ana Brasília, bióloga da equipe do Hemocentro.

Ao visitar o ônibus é possível conhecer os equipamentos utilizados para realizar a doação procurado pelos visitantes da UPA. “Os jovens estão bastante interessados e mobilizados de sangue, e tirar dúvidas sobre o processo que envolve a coleta. “Esse trabalho de abordagem com os jovens é bastante importante porque eles são os futuros doadores”, destaca Mônica Meirelles, que também integra a equipe.

E eles sabem disso. Os estudantes Rodrigo Gomes, do Colégio Universitas de Santos, e Bianca Royana, do Cursinho Comunitário Prestes Vestibular, de Carapicuíba, reconhecem a importância da ação, e defendem a doação. “Acho extremamente importante, porque eu luto em favor da vida”, diz Bianca. “Mais que um ato de solidariedade, é uma obrigação de todo cidadão. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã”, lembra Rodrigo.

Outro tema que tem chamado bastante a atenção dos visitantes é o transplante de medula óssea. “Eles nos fazem muitas perguntas sobre isso. Querem saber como fazem para se cadastrar no banco de doadores, e como é realizado o transplante caso se tornem doadores compatíveis. Estamos distribuindo panfletos informativos também sobre esse assunto”, conta Ana.

Além de informações sobre a doação de sangue, quem visita o ônibus também fica sabendo um pouco mais sobre as profissões que envolvem o trabalho do Hemocentro, por meio de um painel que exibe fotos destes profissionais. Além de medicina, cursos como farmácia, bioquímica, fisioterapia, biologia e enfermagem são algumas das possibilidades para quem pretende trabalhar na área.
Cristiane Paião

Experimentos movimentam UPA no Imecc

Professor Antonio Carlos Moretti, coordenador de graduação do Imecc

Professor Antonio Carlos Moretti, coordenador de graduação do Imecc

Quem passou pelo Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) da Unicamp conferiu os experimentos montados pelos alunos de graduação na UPA. As estudantes Érika Souza, Tainá Solis e Amanda Nogueira do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Olinda Maneira Severo, de Indaiatuba, ainda não conheciam a Unicamp e participaram de experimentos. “Eu vim para conhecer e ter dicas profissionais. Eu tenho muitas dúvidas”, contou Amanda.

A coordenadora do curso de estatística, Verónica Gonzáles-Lópes, contou que participa da UPA desde 2005 e que o evento tem sido uma experiência muito grande. “A matemática é um desafio porque também temos que pensar no lado humano, de como as pessoas gostariam de ser informadas”. Para que os visitantes pudessem ser mais bem atendidos além dos quatro experimentos dispostos no saguão do Imecc havia um estande no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp e foi criado o email calouroestatistica2011@ime.unicamp.br para tirar dúvidas dos estudantes.

Entre os experimentos no Imecc estavam as “Agulhas de Buffon”, que possibilitam calcular o número pi através de agulhas que são lançadas aleatoriamente sobre uma superfície. Cíntia Soares, mestranda em matemática aplicada da unidade, monitorou essa atividade. Conforme ela, no evento deste ano, os alunos demonstraram maior interesse pela área de matemática.

Alison Ishii, monitor e aluno do curso de Estatística, diz que um dos objetivos dos experimentos é mostrar aos alunos a importância de saber, na prática, como melhorar as suas chances e a probabilidade de ganhar algo em situações de competição do dia a dia. Ishii diz ainda que a maioria dos alunos confunde os cursos de Matemática, Economia e Estatística. “Eles chegam aqui e pensam que Estatística é pura matemática ou economia e estatística são a mesma coisa e nossa função é mostrar aos alunos as diferenças de cada curso e ajudá-los na escolha da sua profissão”. O Coordenador do curso de Matemática Aplicada, Antonio Carlos Moretti, diz que é muito importante a participação dos alunos da graduação e quem sem eles a UPA não aconteceria. “É muito legal ver esses alunos interessados em vir trabalhar em um evento como esse, que tem orgulho de estudar na Unicamp e querem ajudar tirar as dúvidas dos estudantes que os procuram.”

Joice Cristina de Carvalho de 16 anos, que veio da cidade de Boituva, participa pela primeira vez da UPA e diz que achou muito interessante a iniciativa da universidade de mostrar aos alunos tudo sobre as diversas profissões do mercado atual. “É muito bom uma visita como essa para saber melhor sobre o dia a dia do profissional, o que ele faz e como faz”, concluiu a estudante. Liara Alves Gentil, estudante de cursinho de Rio Claro, também participa pela primeira vez da UPA e diz que achou tudo muito legal. “Vou prestar vestibular para matemática este ano e vim àUPA para conhecer um pouco mais sobre a profissão. Aaqui é muito interessante. Sou grande. Eu gostei dos experimentos, de tudo”.
Talita Matias e Juliana Oliveira

Histórias sobre famílias na UPA

Victor, Osmar (ao fundo) Rafael e Isabela. UPA desmistifica e orienta vestibulandos sobre a Unicamp e cursosDo ABC, Angra, Campinas…
A distância entre Campinas e São Caetano, na região do ABC, em São Paulo, fica curta para realizar o sonho da filha. Foi o que fez o casal Rosemeire e Eduardo Yamaguti ao trazer Caroline,  que sonha em cursar Medicina na Unicamp. De quebra, o irmão Leonardo também aproveitou o passeio. Este foi um dos perfis bastante encontrados em uma passada rápida pelo Ginásio Multidisciplinar hoje (11). São as famílias que aproveitam a oportunidade para conhecer os laboratórios ou para incentivar os filhos desde cedo, como é o caso de Sandro Pegazi que saiu de Santo André com o filho Dênis, de 11 anos. Eles ficaram sabendo do evento pela mídia e não tiveram dúvidas: pegaram a estrada e chegaram por volta das 10 horas. Denis quer construir robôs, carros, naves e sonha em ser aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação ou Mecatrônica como também é conhecido. No estande, ao lado dos alunos do curso, na Unicamp, Diego Leão e Rafael Carneiro Garcia, os olhinhos do garoto brilhavam ao ver a projeção que os monitores exibiram. Perguntou, observou e ficou ainda mais entusiasmado com o que viu.

Já a família Oliveira trouxe até mesmo a senhora Amélia, de 70 anos, para um passeio na UPA. De Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Carlos Henrique e D. Amélia, visitam Maria Mônica que reside em Barão Geraldo. Fabrício, filho de Mônica mesmo cursando o primeiro ano de Design, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, insistiu com a família para visitar a Unicamp e prestigiar a UPA. “Para um sábado de manhã é um bom passeio, pois são várias curiosidades e informações”, argumenta o rapaz, mesmo acreditando ser um passeio inusitado.

Em família, também os monitores dos estandes resolveram trazer os filhos para a Unicamp. Erika Sasso Martins, seu esposo Flávio e o filho Luiz Alexandre, aluno do Colégio Batista Ágape, vão passar o dia na UPA. Para aproveitar o tempo, Luiz Alexandre, de 12 anos, não hesitou em subir no caminhão da Oficina Desafio e, construir junto com a sua equipe, um barco. Ao perguntar o que pretende seguir como carreira, ele revela logo: “Quero construir coisas”. Do mesmo modo, a responsável pelo Atendimento ao Público da Biblioteca Central César Lattes, Daniele Dantas de Souza, trouxe a filha Isabela, de 10 anos para ajudá-la a definir a sua profissão. Por enquanto Isabela usa as duas mãos para indicar o número de faculdades que pretende cursar. São sete no total: Veterinária, Fisioterapia, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Matemática, Ciências Contábeis e Artes Cênicas. Além, de ser piloto de Fórmula 1 e campeã de saltos ornamentais. Por enquanto, só inicio nos saltos ornamentais no Clube Cultura.

O professor do Instituto de Química Watson Loo também aproveitou as portas abertas da Universidade para trazer os filhos Laura e William. “Quis mostrar meu ambiente de trabalho e estimulá-los na escolha do curso”, afirma o professor. Outro passeio pelo Ginásio permite perceber as figuras pitorescas e as iniciativas da organização em chamar a atenção do público para algum detalhe. Foi o caso do livrinho do SBU – Sistema de Bibliotecas da Unicamp e do mágico que explicou, com mágicas, o melhor do curso de Estatística.
Raquel do Carmo Santos



De Ribeião Preto, Indaiatuba…
Decidir qual profissão seguir e optar por nutrição, arquitetura, engenharia ou medicina é uma tarefa familiar e um programa para um sábado ensolarado de primavera. Que o digam as famílias Nagahama, Sorrini, Augusto, Hartgers, Precoma e Oliveira. Marlene de Souza Nagahama veio de Indaiatuba acompanhando os filhos Gustavo e Camila, que pretendem cursar medicina. Bruna da Silva Sorrini veio com o pai Marco Antonio, diretamente de Ribeirão Preto, para resolver se faz arquitetura, nutrição ou medicina. Conceição Aparecida da Silva trouxe a filha Leyla, para confirmar a preferência por medicina. O mesmo fizeram Tatiane Hartgers e Osmar Donizete Precoma, ambos de Indaiatuba, que trouxeram os filhos Mariana e Victor, respectivamente, para a UPA.

“Eles ficam um pouco perdidos na hora de escolher a profissão. A UPA desmistifica um pouco o que é cada curso”, explicou a psicopedagoga Isabela da Rocha Nisko Precoma, mãe de Victor, que cursa a oitava série do ensino fundamental e quer fazer medicina.  “Eu deixo a Bruna bem à vontade, sem pressão e não dou palpite”, disse Marco Antonio Sorrini sobre a filha Bruna, que veio à Unicamp por orientação profissional. Já Leyla e Mariana não têm dúvidas sobre o curso e recebem todo o apoio da família. Este ano, elas vão prestar o vestibular para medicina como treineiras para pegar o “jeito”, mas no ano que vem “será para valer”, disseram.

O mesmo fez Fernando Cândido de Oliveira Filho, que já foi treineiro e este ano vai prestar medicina. “Eu me interesso pelo corpo humano e gosto também de ajudar as pessoas. Em medicina, eu posso aliar essas duas coisas”, comentou Fernando, que é da cidade de Americana e estuda de manhã no ensino fundamental, à tarde em casa e à noite faz cursinho. Para Fernando Cândido de Oliveira, pai de Fernando Filho, desde o primeiro ano ele começou a mostra uma tendência por medicina. “Estamos acompanhando ele bem de perto, mas a escolha é dele. Só queremos que ele tenha o máximo de informações para decidir conscientemente a profissão que quer seguir”, explicou o pai.
Edimilson Montalti
Fotos: Péricles Lima

Sobre o papel da Unicamp junto à rede de ensino

Oficina Contação de História na Faculdade de Educação

Oficina Contação de História Faculdade de Educação

Entre dúvidas de todos os tipos trazidas pelos visitantes da UPA, a pedagoga Luciane Grandim, responsável pela recepção na Faculdade de Educação, surpreendeu-se com uma pergunta que ouviu de vários deles, principalmente daqueles de fora do Estado: de quanto é a mensalidade da Unicamp? “Muitos jovens ainda não tinham a clareza de que somos uma universidade pública. De resto, as dúvidas eram mais sobre a profissão – as áreas de atuação do licenciado e do pedagogo – e que procuramos responder mesmo fora das palestras”.

Outra iniciativa, segundo Luciane Grandim, foi de convidar ex-alunos e alunos em final de curso para falar sobre a vida acadêmica, a exemplo de como funcionam as bolsas, os cursos de línguas e os programas de iniciação científica. “Também promovemos oficinas de contação de histórias e de Língua Brasileira de Sinais (Libras), uma atividade interativa chamada ‘Vídeo Visões’ e uma palestra sobre estratégias para lidar com conflitos como o byllying”.

Na oficina de contadores de histórias, a mestranda Lívia Pinheiro promovia uma sessão de relaxamento corporal com os estudantes. “O corpo é o principal instrumento do contador de histórias: ele deve se despir do que está em volta, inclusive da correria da UPA, e deixar o corpo preparado, aquecido e sensível. Sou pedagoga e ter aprendido a contar histórias fez todo o diferencial em minha profissão como professora, tanto no envolvimento com as crianças como na própria didática. Agora trabalho com a formação de professores, passando para frente o que aprendi”.
Luiz Sugimoto
Fotos: Antonio Scarpinetti

Para entender as diferenças entre letras, teoria literária e linguística

Filomena Sandalo, professora do IEL

Filomena Sandalo, professora do IEL

Secundaristas lotaram novamente o auditório do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) neste sábado, a fim de entender melhor as diferenças entre os cursos de letras, linguística e teoria literária. “Os cursos têm um ponto em comum, mas focos diferentes. A linguística forma o pesquisador em estudos da linguagem, a teoria literária o pesquisador em literatura, e o de letras o professor de português”, é o que explicaria a professora Filomena Sândalo aos jovens na sequência.

O professor Mário Frungillo, outro coordenador de graduação que ajudaria a apresentar os cursos do IEL, afirmou que a principal dúvida dos estudantes do ensino médio é do ponto de vista profissional. “Eles querem saber o que o mercado oferece. Mas também se interessam em saber o tipo de formação que oferecemos”.

Em outra sala da unidade, onde seria exibido o vídeo “Povos Indígenas do Brasil”, a mestranda Manoela Ramalho Dias recepcionava os visitantes interessados em saber mais sobre o curso de linguística. “Alguns já vêm sabendo, outros pesquisaram na Internet e geralmente saem bastante animados. As dúvidas estão sempre relacionadas ao mercado de trabalho. A linguística tem um campo de trabalho muito ligado a pesquisa, mas hoje em dia, devido à questão da informatização, também a tecnologias da fala”.

Nesta edição da UPA, o IEL programou visitas guiadas ao acervo da sua biblioteca, palestras com temas como o “Calendário Romano” e exposições. No Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulalio (Cedae), um grande grupo de alunos de Ourinhos ouvia de Roberta Botelho, profissional em organização de arquivos, detalhes a respeito de Flávio de Carvalho, cuja documentação pessoal foi adquirida pela Unicamp e está exposta no momento.
Luiz Sugimoto
Fotos: Antonio Scarpinetti

A outra escola de Andradina também veio. Uniformizada…

A cidade de Andradina também chamou a atenção na manhã de sábado. No primeiro dia, sexta-feira, um grupo da cidade foi o primeiro a desembarcar no Ginásio Multidisciplinar e mereceu um destaque no Blog da UPA. Desta vez, os alunos desfilaram de camisetas na cor Pink e arrasaram ao escrever nas costas “UPA 2010. Eu fui”. A ideia, segundo os alunos do Centro Educacional de Andradina, foi literalmente marcar presença no evento. No grupo, Gustavo Henrique Pereira Ramos, Lívia Shinobara e Lissa Naomi Takahama Arai visitam a Universidade pela primeira vez e nem se incomodaram em viajar mais de sete horas para chegar em Campinas. O que eles querem é conhecer de tudo um pouco, pois estão no segundo ano do ensino médio e sabem que o tempo para definir a futura carreira está se esgotando. No vídeo, o grupo mostra a animação.
Raquel do Carmo Santos


Palestra na Economia ajuda escolha de Yago Aharon

Yago Aharon no Instituto de Economia

Yago Aharon no Instituto de Economia

O Instituto de Economia (IE) da Unicamp recebeu neste sábado (11) a visita de alunos que vieram conhecer a unidade. A programação do dia inclui palestras relacionadas à profissão de economista e as suas áreas de atuação como a economia agrícola e empresarial, além de explicações sobre o curso na Unicamp. Yago Aharon, aluno do terceiro ano do Colégio Oficina do Estudante, diz que é primeira vez que participa da UPA e acha que o evento abre margem para  o aluno escolher melhor sua futura profissão. Aharon, que quer cursar economia, já fez alguns cursos no Sebrae voltados ao assunto e veio ao IE para conhecer um pouco mais sobre o curso. Segundo Aharon, na palestra “O conhecimento econômico como ferramenta de trabalho”, a abordagem sobre o mercado externo e interno foi o que mais chamou sua atenção. “O palestrante mostrou a competitividade entre os dois mercados;  isso é muito bom para se ter uma visão melhor sobre a economia” conta.

O monitor Pablo Ezequiel Alustiza é argentino e faz intercâmbio no IE. Alustiza, que estuda no quarto ano, está auxiliando outros estudantes na UPA 2010. Ele contou ainda que diferentemente do Brasil, não há vestibular na Argentina e o processo seletivo ocorre gradativamente. Pandia Mendes de França, aluno do quinto ano do IE, participa da UPA desde 2007. Ele destacou que o número de participantes está aumentando a cada ano.

A primeira palestra do dia no IE abordou “O conhecimento econômico como ferramenta de trabalho” e foi ministrada por Caio Vinícius de Araújo Seconelo, mestrando do instituto.  “É uma oportunidade muito rica de iluminar os passos dessas pessoas que não sabem ainda o que fazer”, afirmou. Segundo ele, os estudantes que o procuram após as palestras querem saber as diferenças entre economia e administração, quais as principais atividades do economista e a área de atuação.

Guilherme Cereda, aluno do segundo ano do Colégio Fleming quer cursar educação física. “Gosto da área de esportes”, contou o estudante que pratica futebol. Já o amigo Rodolfo Mota, que cursa o mesmo período no Colégio Anglo, a infraestrutura da Unicamp é o que chama mais atenção para ele. Mota que sempre gostou da área de exatas está em dúvida entre economia ou administração e veio visitar o IE e assistir palestras na unidade.
Juliana Oliveira
Fotos: Talita Matias

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